sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018


Eu lamento o tempo que me falta,
em meio a tantas lidas rotineiras,
para ser um artista da palavra.
Porém, quando encontro um tempo livre,
sou dominado pela apatia,
que impede que eu viva o meu ofício.
Eu volto-me então ao meu passado,
aos anos que eu já os conto em décadas
e sinto o quanto foi mi’a vida inútil.
Jamais a mim faltou, de fato, tempo,
o qual deixei perder-se em meu ócio,
esta doença que chagou-me a alma.
Se algum bem em minha vida fiz,
foi por, na diária lida, ocupar-me
e assim não sepultar-me ainda vivo.


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