Eu lamento o tempo que me falta,
em meio a tantas lidas
rotineiras,
para ser um artista da palavra.
Porém, quando encontro um tempo
livre,
sou dominado pela apatia,
que impede que eu viva o meu
ofício.
Eu volto-me então ao meu passado,
aos anos que eu já os conto em
décadas
e sinto o quanto foi mi’a vida
inútil.
Jamais a mim faltou, de fato,
tempo,
o qual deixei perder-se em meu
ócio,
esta doença que chagou-me a alma.
Se algum bem em minha vida fiz,
foi por, na diária lida,
ocupar-me
e assim não sepultar-me ainda
vivo.
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