segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

SAUDADES DE UM AMIGO


Já são vinte e cinco anos de saudades
e embora eu nem sempre pense em ti,
há locais e há momentos em que sinto
tão intensa a tua ausência junto a mim.
Choro então lembrando a tua juventude
que jamais conhecerá a decadência
de seu corpo como hoje em mim conheço.
Não há como imaginar como seria
tua vida se não te cevasse a morte.
Recordar cabe-me apenas e chorar
tua curta vida que tão bem viveste
como se intuísses que seria breve.
Penso que nem sempre a vida faz-se justa,
pois que fui eu preservado, mas sem ânimo.

                                                                                          a L.H.

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