segunda-feira, 16 de abril de 2018



Quando quedo-me na cama inerte e opresso,
com o tempo a escapar-me e olhando o nada,
sinto minha vida sem sentido e inútil
e que a morte ser-me-ia mais profícua.

Com a inércia morro eu e meu futuro,
e sem amanhã o que vale o presente?
O meu corpo faz-se mais e mais pesado
e a mim falta a força para erguer-me.

Vai mi’a vida prolongando-se em vão.
E a morte? Por que tarda a encontrar-me?
Se por mim um dia foi amada a vida,
hoje Átropos é-me tão ansiada.


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