Quando quedo-me na cama inerte e
opresso,
com o tempo a escapar-me e
olhando o nada,
sinto minha vida sem sentido e
inútil
e que a morte ser-me-ia mais
profícua.
Com a inércia morro eu e meu
futuro,
e sem amanhã o que vale o
presente?
O meu corpo faz-se mais e mais
pesado
e a mim falta a força para
erguer-me.
Vai mi’a vida prolongando-se em
vão.
E a morte? Por que tarda a
encontrar-me?
Se por mim um dia foi amada a
vida,
hoje Átropos é-me tão ansiada.
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