Ah, meu coração sempre em pecado,
dentro de meu claustro interior,
mesmo vendo as carências do
mundo,
tantas dores da humanidade,
‘inda assim eu volto-me a mim
mesmo!
Dentro de meu claustro grito a
Deus –
grito fraco e desesperançado.
Só Dele virá alguma força,
algum bem que eu possa fazer.
Sonho em viver a caridade,
oportunidades se apresentam
à mi’a frente dia após dia,
mas falta-me força para agir.
Vou-me acabando em pecado,
minha vida perde o sentido,
mais e mais a morte se aproxima,
eu, preso em meu claustro,
definhando,
terei por futuro a solidão.
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