O amor, quanto mais cresce,
mais espaço ele ocupa
dentro do coração nosso,
expulsando o nosso ego.
E assim, o vero amor
busca o bem do amado,
não hesita em sacrifícios,
mesmo se for rejeitado.
O que ama de verdade,
a infelicidade escolhe,
do amado se apartando
se for para feliz vê-lo.
Jamais é o amador
possessivo ou ciumento,
pois aquele que assim age
ama a si e não o amado.
Falso é o amor que mata,
que impõe-se em violência,
que aprisiona a quem ama,
que oprime o ser amado.
O que ama a si mesmo
desconhece o que é o amor,
pois amare dar-se ao outro
e não a si escravizá-lo.
Egoísta é o cimento,
igualmente o possessivo.
Buscam so escravizar,
gerando infelicidade.
Quem se fecha em si mesmo,
quem não se abre ao outro,
quem não faz a sua quênosis
jamais saberá amar.
Plena imagem do amor
é Deus, que desceu à terra,
ensinando a amar
e, pregado em uma cruz,
salvou quem não O amava.
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