sexta-feira, 10 de agosto de 2018



Sempre que penso em Jesus
– embora na cruz
deu Sua vida por nos –
nunca O sinto um Deus triste.

Mesmo sofrendo a Paixão,
aquela morte maldita,
tornou-a Deus uma bênção,
de salvação alegria.

Tenho a imagem de Cristo,
Deus conosco, o Emanuel,
como um homem feliz,
qual Deus quis o Seu Adão.

Lembro Jesus em Caná,
na grande festa de boda,
e, como todo judeu,
dançando e se alegrando.

Compartilhava Jesus
a alegria dos noivos,
comendo e bebendo vinho,
assim como Sua Maria.

Há quem contemple Jesus
apenas na agonia –
e sem a morte na cruz,
como ressuscitaria?  

No entanto, Deus, o Pai,
quer felizes os seus filhos,
mas  nunca um afortunado
que faz o outro infeliz.

Vivendo como irmãos,
teremos já, cá na terra,
das Bodas a alegria
a que somos convidados.


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